domingo, 23 de agosto de 2020

São José de Ubá é a cidade número 1 em gestão fiscal no noroeste fluminense e a 12ª no estado

 

De acordo a Firjan, Niterói segue como 1ª do ranking e Maricá é a única cidade com excelência em investimentos: aplicou 10,5% da receita. 24% dos municípios não arrecadam o suficiente para pagar custo administrativo.

 Uma pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) revela a dimensão do problema que é a gestão fiscal no estado: 73,4% dos municípios fluminenses têm dificuldade para administrar os recursos públicos – 51,9% está em situação difícil e 21,5%, em nível crítico.

 Dos 79 municípios analisados, 24% não arrecadam o suficiente para arcar com os custos administrativos e quase todos (92%) têm nível crítico de investimento.

 

Para avaliar a situação fiscal dos municípios, a entidade elaborou o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), construído a partir dos resultados fiscais oficiais declarados pelas próprias prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O índice é composto por quatro indicadores [Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez, e Investimentos) e vai de 0 a 1 – quanto maior, melhor a gestão fiscal.

Foram analisadas as contas de 2018 de 79 dos 92 municípios do Rio de Janeiro. Dentre os 13 que ficaram de fora, 4 entregaram dados inconsistentes à STN e 9 não declararam suas contas, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Do 79, em 21 a situação fiscal beira a insolvência, sendo que 19 deles mal conseguem arrecadar o suficiente para custear a estrutura administrativa da prefeitura e da Câmara Municipal – 2 destes municípios, Maricá e Miracema, tiveram nota zero no quesito.

 

Outras 41 prefeituras fluminenses têm a gestão fiscal em dificuldade. A situação foi considerada boa em 20 municípios e apenas um, Niterói, alcançou a excelência na administração dos recursos – pela segunda vez consecutiva.

O Rio aparece na 60ª colocação (veja o ranking da situação fiscal no fim da reportagem

 Ranking da gestão fiscal no RJ

 1. Niterói

2. Maricá 3. Rio das Ostras 4. Paraty 5. Conceição de Macabu 6. Macaé 7. Saquarema 8. Angra dos Reis 9. Comendador Levy Gasparian 10. São João da Barra 11. Miguel Pereira 12. São José de Ubá 13. Resende 14. Italva 15. Macuco 16. Piraí 17. Valença 18. Petrópolis 19. Areal 20. Sumidouro 21. Bom Jardim 22. Nova Friburgo 23. Itatiaia 24. Pinheiral 25. São Gonçalo 26. Paty do Alferes 27. Casimiro de Abreu 28. Cantagalo 29. Rio Claro 30. Barra Mansa 31. Barra do Piraí 32. Santo Antônio de Pádua 33. Mendes 34. Nova Iguaçu 35. Queimados 36. Quatis 37. São Pedro da Aldeia 38. Itaocara 39. Trajano de Moraes 40. Silva Jardim 41. Santa Maria Madalena 42. Rio Bonito 43. Belford Roxo 44. Vassouras 45. São Sebastião do Alto 46. Paracambi 47. Natividade 48. Três Rios 49. Campos dos Goytacazes 50. Quissamã 51. Porto Real 52. Cardoso Moreira 53. Armação dos Búzios 54. São Fidélis 55. Paraíba do Sul 56. Itaguaí 57. Bom Jesus do Itabapoana 58. Teresópolis 59. Volta Redonda 60. Rio de Janeiro 61. Cordeiro 62. Japeri 63. Porciúncula 64. Itaperuna 65. Itaboraí 66. Iguaba Grande 67. Varre-Sai 68. Nilópolis 69. Duque de Caxias 70. Rio das Flores 71. Sapucaia 72. Tanguá 73. Miracema 74. Carapebus 75. Engenheiro Paulo de Frontin 76. Mangaratiba 77. Cachoeiras de Macacu 78. São Francisco de Itabapoana 79. Guapimirim

*13 municípios não estão na lista: 4 entregaram dados inconsistentes à STN e 9 não declararam suas contas, descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os dados são de 2018. O Tesouro Nacional ainda não divulgou os dados de 2019 até agora

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