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O deputado federal Carlos Jordy (PL), candidato ao Senado pelo Rio, protocolou no TRE-RJ uma ação pedindo o indeferimento do registro de candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. A petição organiza as alegações em três núcleos criminosos distintos: o Terceiro Comando Puro (TCP), a milícia de Zinho e a contravenção do Jogo do Bicho ligada ao Comando Vermelho.
No núcleo do TCP, Jordy parte de uma investigação do MP sobre o deputado Val Ceasa (PRD) para tentar conectar o ex-prefeito à facção. A ação aponta que investigados no mesmo inquérito ocuparam cargos na Prefeitura do Rio durante a gestão de Paes e pede que a Justiça Eleitoral apure como essas pessoas chegaram aos cargos.
No núcleo da milícia, Jordy mira a deputada Lucinha (PSD), investigada por ligação com a organização de Zinho. Segundo a petição, Lucinha teria articulado reuniões entre Paes e motoristas de vans ligados à milícia. O filho da deputada, Júnior da Lucinha, chegou a ocupar um cargo de primeiro escalão na prefeitura durante a gestão do candidato.
No terceiro núcleo, a ação tenta ligar Paes a João Drumond, neto do bicheiro Luizinho Drumond, por meio das relações entre a prefeitura, a Riotur e a Imperatriz Leopoldinense, escola de samba associada ao empresário.
A própria ação admite que as relações citadas, isoladamente, não comprovam envolvimento de Paes com o crime organizado. O objetivo de Jordy é que a Justiça Eleitoral produza provas e acesse documentos de investigações já existentes para aprofundar a análise. As acusações ainda dependem de contraditório e decisão judicial.

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