quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Eduardo Lopes revela planos e metas para o agronegócio nos próximos anos


Com o desafio de, pelo menos, triplicar a participação do agronegócio no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado do Rio de Janeiro, o novo titular da secretaria, Eduardo Lopes, concedeu entrevista ao portal da SNA para detalhar alguns de seus planos e metas. (Foto: SNA)
SNA: Secretário, quais são os principais desafios para o agronegócio do Estado do Rio de Janeiro para os próximos anos?
Eduardo Lopes: Estamos trabalhando sempre com o alvo do crescimento da produção e esbarramos em alguns gargalos. Tanto na questão da legislação, quanto em outra questão importantíssima que é o imposto. Nós temos aqui no Rio de Janeiro uma excelente base de tecnologia, inovação e pesquisa. Temos a Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro) e Emater Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural… temos uma boa estrutura em termos acadêmicos, mas esbarramos na questão dos recursos. Nós temos pela frente um grande gargalo que é o acesso do produtor ao crédito. Então, estamos firmando um convênio com o Banco do Brasil. Já temos uma perspectiva de início em torno de R$ 600 milhões em crédito. No ano passado, foram disponibilizados R$ 270 milhões. Estamos falando de quase o dobro, com uma perspectiva positiva de alcançar quase R$ 1 bilhão este ano.
Uma outra novidade é que a Emater e a Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro) serão correspondentes bancários do BB. Nossos funcionários estão sendo qualificados para atender ao produtor.
E a parte de infraestrutura?
Você tocou num ponto primordial, queremos aumento da produção, então temos que cuidar da parte financeira: recursos, legislação: tributação e infraestrutura. Não adianta ter a produção, se não tiver o escoamento. Temos um programa dentro da secretaria que se chama Estradas da Produção. Nossa meta é recuperar 6 mil quilômetros por ano de estradas vicinais. Temos também o convênio Rio Rural que estamos renovando com o Banco Mundial, que é exatamente para cuidar da manutenção e recuperação de estradas vicinais ou aquelas estradas que chegam até a porta das estradas.
Temos outro gargalo que são os portos. Temos áreas grandes de produção, como São José do Vale do Rio Preto, que é o maior produtor de frango. A ração fica muito cara porque não tem o grão aqui. Por que a ração fica cara? Porque não temos portos para receber. Um projeto que vamos conversar com a Ministra [da Agricultura, Tereza Cristina] será sobre portos do Rio de Janeiro
Qual expectativa de crescimento para o setor do agronegócio para os próximos anos?
Segundo a perspectiva do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) para 2018, o agronegócio poderia chegar a 3% de participação dentro do PIB do Estado, mas os técnicos estão achando que deve chegar a 2,5%. Temos estados, claro, que não têm a forças do Rio com os royalties do petróleo, que eleva em muito o PIB do estado e os outros setores ficam com a participação muito pequena. No Espírito Santo, por exemplo, o agronegócio tem participação de 18% do PIB regional, mas é outra realidade. A meta que o governador firmou para nós é, no final dos próximos quatro anos, chegar a 10% de participação dentro do PIB (do Rio). Se for 3%, é o triplo. Se for 2,5%, será quatro vezes mais.
É um grande desafio…
Realmente é uma meta audaciosa. E é aí que eu costumo dizer que ‘é em constante confronto com os desafios, que surgem os resultados’.

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